Saio e volto a entrar. Arranjo-me e volto a sair. Sempre com pressa. Tropeço, caio, rasgo-me toda.
E nunca sei ao certo se me magoo, porque no fundo volto sempre a cair. É normal em mim. Sou eu assim. Em cada passo trocado encontro-me, invento e digo sempre a sorrir que sou assim.
Não me importo com as nódoas negras que a vida me vai deixando nos joelhos. Nem me incomoda as mãos arranhadas. Tenho as calças todas rasgadas e nem dou conta. Sempre com pressa de tropeçar noutra esquina. Sempre sem medo de me magoar, porque no fundo, nem sei ao certo se me magoo.
Já conheço o chão de cor. Já lhe sei o cheiro e gosto ou então gosto de fazer de conta que gosto, para não terem pena de mim quando me virem estendida no chão depois de mais um passo enganado.
Caio e levanto-me, só para mais tarde ter o prazer de cair outra vez. Vivo a tropeçar nas pedras, nos degraus, nas pernas dos outros e até mesmo nas minhas. Vivo a vida a lamber o chão, e finjo que gosto, e nunca sei ao certo se me magoo.
Já conheço o caminho de cor e salteado para todos os sítios que possa ir, mesmo assim não consigo não tropeçar. Deve ser uma das minhas manias de ir a dançar, essa minha mania de estar sempre a olhar para céu a ver o que lá se passa, deve de ser esta minha mania de me atirar para o chão e de fingir que não sofro, para fingir que sou FORTE. Às vezes, só mesmo para eu acreditar.
E nunca sei ao certo se me magoo, porque no fundo volto sempre a cair. É normal em mim. Sou eu assim. Em cada passo trocado encontro-me, invento e digo sempre a sorrir que sou assim.
Não me importo com as nódoas negras que a vida me vai deixando nos joelhos. Nem me incomoda as mãos arranhadas. Tenho as calças todas rasgadas e nem dou conta. Sempre com pressa de tropeçar noutra esquina. Sempre sem medo de me magoar, porque no fundo, nem sei ao certo se me magoo.
Já conheço o chão de cor. Já lhe sei o cheiro e gosto ou então gosto de fazer de conta que gosto, para não terem pena de mim quando me virem estendida no chão depois de mais um passo enganado.
Caio e levanto-me, só para mais tarde ter o prazer de cair outra vez. Vivo a tropeçar nas pedras, nos degraus, nas pernas dos outros e até mesmo nas minhas. Vivo a vida a lamber o chão, e finjo que gosto, e nunca sei ao certo se me magoo.
Já conheço o caminho de cor e salteado para todos os sítios que possa ir, mesmo assim não consigo não tropeçar. Deve ser uma das minhas manias de ir a dançar, essa minha mania de estar sempre a olhar para céu a ver o que lá se passa, deve de ser esta minha mania de me atirar para o chão e de fingir que não sofro, para fingir que sou FORTE. Às vezes, só mesmo para eu acreditar.
